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Lições de Amor em 10 Clichês – 6ª Lição: Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios – Capítulo 13

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

love is all we needFoi no casamento daquela sua tia velha que estava desencalhando que você descobriu: não era só uma música do Renato Russo. E logo seus primos começaram a se casar e você reparou que em toda cerimônia se repetiam as mesmas palavras: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”. Nada é mais clichê do amor, do que a carta de Paulo aos Coríntios. E o motivo é simples, ela diz tudo.

Por mais grandiosas que sejam as coisas que eu faça, os dons ou a fé que eu tenha, se eu não colocar amor em todas elas, de nada me adianta. Ou ainda, se eu entregar tudo que tenho, inclusive a vida, se não fizer com amor, de nada adianta.

“O amor é paciente, é benigno; não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba(…)”

I Coríntios 13, 1-8

“Jamais mesmo!!!” – faltou ele dizer. Mas ele disse ainda, que tudo passará, profecias, línguas, ciência, tudo que conhecemos. Só restará o amor, a coisa mais importante. E depois do que li sobre o que esse cara passou, como ele passou e o que ele aprendeu, em Paulo e Estevão, acho bom dar ouvidos a ele.

Claro que Paulo não estava falando apenas do amor romântico. Falava daquele sentimento que nos torna pessoas melhores com todas as outras pessoas, com a vida e que nos dá paz de espírito. Mas, quando sentimos aquilo que chamamos também de amor por outra pessoa, que nos faz querer passar o resto da vida ao lado dela, não queremos tudo isso? Não nos tornarmos uma pessoa legal para que a outra queira estar ao nosso lado, sabendo que vale a pena?

Amar é melhorar a cada dia, por você e pelo outro. É evitar uma briga para não estragar o clima. É perder uma discussão para dormir agarradinho. É comer uma comida que você nem gosta muito para o outro ficar feliz. É abrir mão, é se doar com a certeza de que não será em vão. O amor verdadeiro ama mesmo com defeitos, suporta os espinhos, transborda, se deixa transbordar. Porque no fundo, o que quase todo mundo quer é um chinelo velho para um pé cansado. No fundo, somos muito parecidos com aquele poodle insuportável da sua mãe, que  faz qualquer coisa em troca de um colo, um carinho.

Invejo as pessoas que tem facilidade em amar. Invejo os que se jogam com todas as forças com seu amor puro, sublime, supremo. Essas pessoas são otimistas, estão em busca da felicidade sempre e colocam o amor como prioridade em suas vidas. Observe e vai descobrir que conhece alguém assim, talvez nunca tenha reparado, mas quando perceber, vai ter muito o que aprender com ela. 

Por tudo, o amor não é fácil de se praticar, mas se eu quero, eu vou tentar, treinar, praticar, me esforçar e quando conseguir receber a paz que ele me trás, vou ter aprendido tantas outras coisas! A humildade, a perseverança, a paciência, a bondade, a fé, o perdão. Apenas algumas boas lições que o amor trás no pacote.

Patrícia Bedin

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Paulo e Estevão

Francisco Cândido Xavier, Pelo Espírito Emmanuel. FEB, 1941.

Paulo e Estêvão

Saulo de Tarso, homem judeu que aos vinte e poucos anos se tornara um dos doutores da lei Mosaica no templo de Jerusalém, tem sua vida transformada após passar por ela, Estêvão.

Este também judeu, criado em Corinto, viu seu pai ser assassinado por soldados romanos enquanto a irmã Abigail, fugia. Ezequiel, como era seu antigo nome, ainda jovem e saudável, foi escravizado. E apesar de tantos infortúnios na breve vida, se tornou exemplo de fé e amor  consolidado sobretudo, após ser apresentado ao Evangelho, pelos irmãos da Casa do Caminho – como era conhecida a Igreja Cristã, logo após a vinda de Jesus.

Transtornado com a postura de Estêvão e seu comportamento transformador, Saulo de Tarso inicia uma perseguição aos cristãos. E no auge de sua ira, Jesus o encontra para perguntar:

“Saulo, Saulo… Por que me persegues?”

Saulo inicia então, o processo de conversão ao cristianismo que o fez ser conhecido por 2000 mil anos como o homem que levou a verdade de Jesus para muitas gentes.

 Impressões

As dificuldades enfrentadas pelos apóstolos e todos os irmãos do caminho, no início do Cristianismo, torna esta história muito, muito bonita. Preconceitos, sofrimentos, superações, processos que todos um dia iremos passar para que nos transformemos em pessoas melhores, são retratados muito intimamente na pessoa de Paulo.

É o aquele enredo que você lê e pensa “se ele foi forte para superar isso tudo, eu também posso ser”. Uma história para ser tomada como exemplo de força e perseverança.

Para os que costumam ler a Bíblia, tudo fica mais interessante pois o livro contextualiza os momentos em que Paulo escreve suas epístolas, facilitando o entendimento do conteudo destas.

Seiscentas páginas, o livro mais longo que eu já li. Apesar de algumas partes terem caminhado a passos lentos, não pensei em desistir em nenhum momento, porque na verdade, foi uma leitura muito aconchegante e pertinente.

Apesar do estilo certinho do nosso amigo Emmanuel contar a história, o texto é cheio de palavras difíceis o que fez eu me sentir mais inteligente.  Emmanuel é o espírito que ditou este livro para Chico Xavier. Acreditando ou não, muitos fatos são os mesmos retratados em outras biografias do apóstolo Paulo.

Dois trechos me marcaram fortemente. O primeiro diz respeito às mudanças profundas ocorridas na vida de Saulo de Tarso após sua conversão.

O rabino que voltou a ser um simples tecelão – profissão ensinada pelo pai, mas até então nunca praticada – aprendeu a viver do seu trabalho, humildemente. Trabalho e humildade dignificam. 

No segundo momento Paulo conclui que existem quatro coisas básicas para viver, onde encontraremos a paz de espírito. Lição esta a ser levada, para uma existência inteira. São elas:

Amor, Trabalho, Esperança e Perdão.