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O Poder da Paciência

M. J. RYAN, 2006, Sextante.

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Ser paciente é a capacidade de marter-se firme.

Certa vez minha mãe ouviu de uma amiga que não devemos dizer “Deus, dai-me paciência” porque se você pedir, Deus dá a paciência e também dá mais provações para que você a utilize. Apesar de eu ter ficado muito feliz porque este argumento foi muito convincente para ela, nunca concordei. Sempre achei que na verdade, as pessoas é que se esforçam para irritar pessoas pacientes até que elas saiam do eixo.

Além disso, sei que cada um é unicamente responsável por se auto-tirar-a-paciência. Então assim que me ofereceram este livro emprestado, achei que fosse pertinente porque com uma certa frequência, eu perco a linha.

Para a autora, praticar a paciência trás para nossa vida, mais qualidade em tudo que fazemos porque conseguimos lidar com as adversidades de forma sábia, eliminando a ansiedade e outros sentimentos negativos dos processos de coisas que estamos executando.

para ela, a paciência

“Faz reunir três qualidades essenciais da mente e do coração: persistência, serenidade e tolerância”

Bonito né?!  Vamos às aplicações.

Paciência com as coisas

Diante das adversidades existem basicamente dois tipos de comportamento: desistir ou persistir. Quando descobrimos que algo deu errado podemos desistir e nos contaminar com sentimentos negativos acreditando que não temos habilidade  ou observar o que pode ser melhorado e recomeçar ou reformular.

Por isso que Henry Drummond em Dom Supremo disse que “O mundo não é um playground, ele é uma sala de aula”, porque precisamos ser firmes e entender basicamente que não nascemos sabendo tudo ou como sempre diz Mário Cortella, não nascemos prontos, e precisamos olhar cada situação de forma única, uma forma que venha nos agregar.

Nós somos aquilo que pensamos. Se me deixo levar por meus pensamentos negativos, como posso querer construir coisas positivas? Logo, Se estou me contaminando com pensamentos ruins, melhor me forçar a ter bons pensamentos para obter melhores resultados.

Esta maneira de lidar com as coisas serve não só para as coisas práticas, mas para os problemas emocionais e psicológicos. Nos momentos difíceis, em vez de pensar “por que eu?” pensar “o que posso aprender com isso?” e transformar o resultado em algo bom.

Também é preciso saber esperar a hora certa. Eu gosto muito de manga, mas é época de mexerica. Adianta eu ficar me preocupando em conseguir mangas, se eu tenho as mexericas?

Há ainda os casos em que não podemos mudar uma situação e precisamos ter paciência para aceitá-la. Em último caso se aplica a filosofia do FODA-SE.

Paciência com as pessoas

Existe uma fórmula simples para ter paciência com as pessoas: entender que na maioria das vezes, elas estão fazendo o melhor que podem.

Se aceitamos as pessoas como elas são, damos a elas maior liberdade de serem elas mesmas além de mostrar que o terreno é seguro para crescer e frutificar, seja material ou emocionalmente. Por isso, a paciência está ligada ao amor, diretamente.

Eu diria até que paciência é uma forma de amor, já que é através dela que conseguimos criar relacionamentos fortes e duradouros.

Enfim, a paciência nos torna pessoas melhores.

Impressões

Livro curto, fácil  e gostoso de ser lido.

É o tipo de leitura que deveríamos repetir com frequência para sintetizar tudo que ela diz além de ajudar a  lembrar do que está indo bem ou o que podemos melhorar na maneira de lidar com as coisas do dia a dia.

Ajuda a nos aprimorarmos como pessoa.

Lições de Amor em 10 Clichês – 3ª Lição: Cada Escolha Uma Renúncia

Este texto é o terceiro da série “Lições de Amor em 10 Clichês. Clique Aqui para conhecer.

Você está namorando?! Parabéns! Venceu dois passos muito importantes, encontrar e segurar um candidato. Se está solteiro, não fique triste, não tá fácil para ninguém. Com a putaria “super in” tá difícil até para as putas, que sofrem uma concorrência desleal. Então continue tentando sem esquecer os bons critérios.

Para quem está em um namoro progressivo, daqueles que é possível visualizar um futuro para o casal, pode ser a hora de pensar no próximo passo. Então tome nota de algumas questões importantes e comece a se preparar.

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Recentemente o escritor Fabrício Carpinejar escreveu em seu blog que quando o amor acaba a esperança vira amor. Eu prefiro interpretar esse primeiro amor o qual ele se refere como paixão, porque a paixão é um furacão, intenso e passageiro e quando ela acaba, é possível ver se há amor verdadeiro do tipo que é pura esperança de um futuro promissor para os dois.

O furacão passou e a poeira está baixando. O que sobrou nesse caos que se pode  aproveitar? Respeito? Admiração? Esperança? Nenhuma das alternativas?

O que precisa ficar depois do furacão, é o alicerce para o futuro. É hora de botar a mão na massa e começar a construir o amor. Pois é, o amor é mais pra vinho envelhecido em barril de carvalho, do que para macarrão instantâneo.

Este é o momento de sair no meio da bagunça pegando o que sobrou de bom, para recomeçar de outro jeito, construindo. Ou não. Você tem a opção de largar tudo como ficou e ir construir outra casa em outro lugar, mas que – lembre-se sempre – estará novamente sujeita a furacão.

Se você escolher ficar, será uma nova fase para um sentimento mais brando, mais pé no chão. Você estará escolhendo o amor, e como se diz, a vida é feita de escolhas e cada escolha uma renúncia. Desmembrando os clichês, isso significa que você estará abrindo mão da sua vida de solteiro, das festas, da vagabundagem em geral, da casa da sua mãe, da falta de compromisso, provavelmente de ter alguém para lavar suas roupas e fazer sua comida. “E o que tem de bom nisso?” é uma pergunta que muitos se fazem.

Em contra ponto das suas renúncias, estará provando o prazer de virar gente grande. Eu sei que no passo anterior – paixão, namoro, mundo encantado, cavalo branco, você já tinha aberto mão de muitas coisas, mas agora vai ser bem diferente, seu próximo passo será o casamento, neste caso ele não exige algumas mudanças, exige todas as mudanças.

Casar é unir forças, olhar junto para o futuro, amar todos os dias um pouquinho mais, caminhar junto, ou seja, é preciso ser forte, ter esperança, amar e compartilhar.

Ame.

Acredito que nenhum aprendizado de amor é mais produtivo do que o casamento.   Porque é preciso exercitar a paciência, a perseverança, cultivar as boas atitudes, os pequenos gestos, ajudar o outro a crescer, motivar, dividir os fardos – um pouquinho todos os dias.

A vida pode parecer mais dura à primeira vista, você terá um trabalho constante em busca de crescimento, sintonia, comunhão. Porém será mais satisfatória se você deixar fluir. Com o tempo você verá que para cada adversidade houveram outras tantas compensações como as próprias piadas, segredos, detalhes de expressão do outro, cada sorriso ou olhar do outro que diz muito e só você sabe identificar.

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Como insisto em dizer, as adversidades existem, ambos estão sujeitos a uma mancada. Mas aprendi com dois amigos, os dois lados da moeda: se errou, admita e compense o erro. Acrescendo que, se você tem a chance de compensar, não a desperdice. Se o outro errar com você, procure perdoar e principalmente, entender que se ele desviou do melhor caminho é porque algo não estava alinhado suficiente, e que portanto, necessita ser revisto. Um casamento bem sucedido é a união de dois grandes perdoadores.  

Será preciso perdoar, engolir sapo o tempo todo, mas com amor, isso se tornará razoavelmente simples.

Mas então, que tanto se fala aí desse amor verdadeiro?

Ainda não sei descrevê-lo muito bem, mas posso dizer que é quase um estado de espírito. Você se ama, ama seus pais, seus irmão, amigos, seu cachorro, ama sua mulher, seu marido. Amará seus filhos. E isso verdadeiramente, significa que consegue deixar a vida fluir e curtir destas pessoas o melhor que ela tem a oferecer, extrair delas mais e mais coisas boas (menos do cachorro, que não é pessoa). Com seu marido não será diferente afinal, ele não é só o cara com quem você transa. Seu sentimento por ele se torna mais complexo, profundo e importante com o tempo (pelo menos, esta é a ideia).

Quando olhado bem de perto, o casamento parece difícil, e é mesmo, mas valerá muito a pena se você se esforçar. Não acredite que coisas acontecerão sem esforço, mas tenha coragem! É preciso arriscar, enfiar a cara. Amar é certamente um ato de bravura.

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Não digo todas essas coisas porque sou uma moça puritana-religiosa-pra-casar.
Digo porque vejo pessoas cometendo erros grosseiros o tempo todo. Não estou dizendo para perdoar ou aceitar coisas absurdas, apenas para não desistir com facilidade. Não deixe os valores deturpados de uma sociedade toda errada que aprecia mais a liquidez do que a solidez das relações, orientar suas decisões ou atitudes. Seja humilde para admitir que sabe pouco e está disposto a aprender o “como fazer” de um bom casamento. Pare de se importar com o lado de fora – o que os outros pensam das suas atitudes ou decisões – e passe a olhar para dentro de si e do outro, com seus próprios olhos, sem julgamentos externos. Cuide do lado de dentro da sua casa, só vocês dois sabem o que se passa por lá.

Quantos casais se perdem não por falta de amor, mas por falta de cuidado e de saber como cuidar? Não seja mais um, procure fazer melhor.

Se deseja ser feliz, primeiro aprenda sobre o amor, depois encontre alguém como você, disposto a construí-lo.

Patrícia Bedin

Leia outros textos da Série Lições de Amor em 10 Clichês:

1ª Lição: Os Homens São Todos Iguais

2ªLição: O Combinado Não Sai Caro