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Lições de Amor em 10 Clichês – 7ª Lição: Aprenda Com Quem Sabe

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês” Clique aqui para conhecer

Educação doméstica, educação escolar, círculo de amigos, círculo familiar, formação religiosa, herança genética, meio profissional, classe social, cultura regional, cultura global, meios de comunicação. São inúmeros os fatores que colaboram para a formação da personalidade e que só vão aumentando conforme se acredita em reencarnação, astrologia, horóscopo chinês, orixás, santo protetor, anjo da guarda, etc, etc. No final, o sujeito se torna uma mistura em diferentes proporções, de tudo isso.

alto do prédio

Como disse Raul, “cada um de nós é um universo” e como tal, estamos em expansão – esta é a parte boa.

Muitos desses fatores que nos influenciam não está sob nosso controle, mas chega um momento da vida em que começamos a pensar sobre tudo que sabemos, aprendemos e acreditamos e temos a liberdade de refletir e escolher o que queremos carregar conosco ou deixar para trás. Se você caro leitor ainda não fez isto com mais de vinte anos, sinto dizer, mas você está atrasado!

Depois de grande você pode escolher para onde seu universo vai se expandir e como.

Ao escolher onde buscar influências, estamos escolhendo quem queremos ser, com quem queremos nos parecer. Mesmo que esta ideia pareça boba à primeira impressão, é buscando exemplos que podemos desenvolver o autoconhecimento. É o famoso “quero ser como você quando eu crescer”.

Mas, o que tudo isso tem a ver com as relações pessoais?

Tem a ver, que a vida é curta para cometer todos os erros tentando acertar, é preciso seguir exemplos para aprender.

Dentro de um namoro ou um casamento, sempre que há decisões a serem tomadas, buscamos avaliá-los com a bagagem que carregamos – aquela do primeiro parágrafo. Entretanto nossa bagagem pode ser pequena ou limitada quando se trata do assunto amor. Pode acontecer que a resposta ainda não esteja na nossa mochila. É o momento de pedir ajuda.

A ajuda é a influência que escolhemos ter. É comum em momentos difíceis procurarmos auxílio de amigos ou familiares mais próximos, sem critérios. Nada de errado nisso, geralmente o momento é de desabafo. Contudo, precisamos escolher que conselhos acatar.

Sejamos práticos: é melhor ouvir o conselho do seu amigo tão experiente quanto você ou de alguém mais velho? É melhor ouvir o conselho do amigo que está bem casado ou daquele que troca de namorada todo mês? Ouvir aquele que é feliz ou aquele que é infeliz?

Nem sempre nos atemos a estes “detalhes”. Muitas vezes o amigo inexperiente vai te defender, encher sua bola, jogar no seu time. Mas ele não provavelmente não viveu uma situação parecida para poder te aconselhar com segurança. Melhor buscar ajuda de quem sabe mais.

Se não há bons exemplos próximos a quem você possa pedir socorro, peça ao sempre disponível Google. Ele pode encontrar livros, pesquisas, entrevistas, documentários, artigos.Tudo sobre tudo que se possa imaginar, inclusive sobre o amor. Esqueça o rótulo de autoajuda e se jogue, busque uma orientação pé-no-chão, sem influências externas de pessoas que se doam por você ou pelo outro. Seja objetivo.

Converse com pessoas experientes, daquelas cheias de vida, não daquelas amarguradas. Preste atenção para não ser influenciado por sentimentos pesados que pertençam ao outro e que vem em forma de conselho.

Insisto: escolha as pessoas que dão bons exemplos em suas vidas e vá se aconselhar com elas. As ouça, leia sobre, avalie as melhores maneiras de tomar suas decisões e forme sua opinião. Escolher é a maior dádiva da vida, então escolha bem de onde vem suas influências, se forem mal escolhidas, você pode estar lascado. Lembre-se que papagaio que acompanha João-de-barro, vira ajudante de pedreiro.

Não sei dizer de onde vem este comportamento, mas percebo que a maioria das pessoas se comporta agressivamente diante de conflitos na relação.

Sempre na defensiva ou atacando, quando em situações com outras pessoas da família ou amigos, a reação costuma ser mais pacífica. Medo de se machucar? De perder o “jogo”? Não sei dizer.

Só percebo que se queremos encontrar paz e companheirismo, alguém para aquecer seu pezinho nos dias de frio, para cortar nossa carne quando a dentadura não funcionar mais, é preciso procurar ‘gente que sabe’ para nos ensinar a preencher essa infinita bagagem da vida, que é o amor.

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Lições de Amor em 10 Clichês – Lição 4: “Estou Casado com a Minha Mãe”

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

Toda sexta-feira a noite, me sento com um amigo em um bar, e entre caipirinhas e cervejas, filosofamos sobre a vida. Em uma destas discussões tomamos uma teoria para nossas vidas: a diferença entre o amor e a paixão. Talvez nossa conclusão pareça rasa, mas também muito prática: amor é amor, paixão é tesão.

 Bem sei que amor nasce de uma paixão amadurecida, onde foram se encontrando planos, desejos, visões em comum para o futuro. No entanto, o que rege esse período é uma atração muito forte. Aquela vontade de estar o tempo todo juntos e de preferência, na cama. O fato de serem grandes amantes, une o casal acima de tudo. Mas o tesão pode durar meses ou horas e ainda ir embora com uma rapidez tão grande que você é capaz de se perguntar se aquilo mesmo aconteceu. É só com o passar do tempo, para descobrir se o fogo vai apagar de vez, ou se fica aquela brasa, chamada amor.

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O Amor nos permite com maior frequência demonstrações de fragilidade, de necessidade do outro. No começo queremos mostrar somente o nosso melhor, mas depois, queremos mostrar nosso eu verdadeiro, sem forçar a barra, sem máscaras, sem fingimentos, com defeitos. Talvez pareça um pouco assustador no começo, mas é uma experiência extremamente bonita  penetrar a intimidade da pessoa que amamos. Em contrapartida, o mínimo que podemos retribuir por receber este presente, é estar ao lado para ajudar nas dificuldades ali descobertas.

Nessa hora, você perceberá, meu amigo, que nem só de amante vive o homem. A cada momento, a cada vivência, para apoiar o outro precisamos nos transformar. Você não será somente o amante ou o esposo. Passará a ser também o companheiro, o amigo. Às vezes precisará ser até a amiga, daquela que vai junto ao shopping comprar sapatos. Em outros momentos precisará ser irmão ou pai ou mãe – aquele que pega pela mão ou dá colo.

Isso nem sempre é agradável, claro, mas lembre-se que muitas coisas que você considerava como ruins, e seus pais lhe obrigaram a fazer, foram extremamente importantes para seu desenvolvimento. Talvez você e seu amor, devam fazer o mesmo um pelo outro, desempenhar todos os papéis necessários em cada dia dessa caminhada.

Portanto, caso você se ofenda sobre algo que seu parceiro lhe cobra porque pareça com algo que seus pais faziam, lembre-se que como seus pais, ele só quer o seu bem. Ele é sua família agora. E se um ou outro passar a agir somente como você ou ele deseja, sem nenhum esforço em direção ao crescimento de ambos, saiba que vocês deixarão de ser um, e passaram a ser dois, separadamente, pois é como se houvesse indiferença perante a outra vida que lhe acompanha, mesmo essa atitude possa ser vista como uma forma de agradar.

"Vou ensinar você como viver" Barney Stinson

“Vou te ensinar a viver” Barney Stinson

Me lembro de um episódio da série How I Met Your Mother, em que o irmão de Barney, se incomoda com a nova namorada deste, por parecer muito com a mãe de ambos. Depois de todos se incomodarem com as semelhanças que seus parceiros possuem com os pais, Barney Stinson lança simplesmente: “Minha mãe  é uma das melhores pessoas que conheço, então se minha namorada for um pouquinho parecida com ela, já está ótimo”.

Que bom se aprendermos a pensar assim!

Patrícia Bedin