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Lições de Amor em 10 Clichês – 8ª Lição: A Carne é Fraca

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

Quantas vezes erramos e nos arrependemos no momento seguinte? Quantas vezes erramos e levamos tempo para nos arrependermos? Quantas vezes conseguimos pedir desculpas? Quantas vezes conseguimos pedir ajuda em nome das nossas fraquezas?

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O homem é um ser atormentado constantemente por seus próprios atos, mas nem sempre firme o suficiente para controlá-los, porque a carne é fraca.

Pensamos que sabemos o que queremos, quem somos, para onde vamos, mas no fundo o que mais desejamos é sentir o coração em paz. Teoricamente, algo simples: pratico o bem, penso o bem, atraio o bem, deixo o mal passar e tudo estará resolvido. Entretanto, com quantas tentações criadas por nossa própria mente, sofremos? Raiva, egoísmo, orgulho, mentira, traição, soberba, medo, uma leva de maus sentimentos com o quais precisamos lutar dia a dia.

Entre tantas escolhas na vida, escolher nossos pensamentos seja talvez, a mais importante. Escolher talhar um pensamento ruim e cultivar um pensamento bom é uma escolha que guia nossos atos e nos transforma na pessoa que queremos ser.

Quando escolhemos o caminho ruim, o companheiro se torna a segunda pior vítima dessa bola de neve que é um pensamento destrutivo. Certamente a primeira maior vítima é o pensador, aquele quem cria ideias e fantasias destrutivas sobre si, sobre o seu relacionamento, sobre o mundo.

Estejamos atentos, caros leitores que desejam uma vida de amor: atenção para nossas próprias atitudes e ideias e para o comportamento do outro. Vou delinear um manual bem prático.

Imagine meu jovem, que numa bela noite sua namorada sai de casa para ir à padaria, e no trajeto ela é assaltada. Passado um tempo, ela não sente mais prazer em sair de casa, sobretudo após o por do sol. Está desanimada, triste, mas não fala sobre o que está sentindo.

Logo, você tem dois caminhos a escolher, o bom e o mau. Não se aflija, é fácil distingui-los: em um você vai se sentir melhor quando estiver caminhando, no outro, vai se sentir um monstro quando chegar ao fim. Mas para fazer tal distinção é preciso estar alerta.

No primeiro caminho, você começa imaginar coisas que talvez ela tenha feito, ou que você tenha feito e ela desaprovou, você imagina que ela não o ama mais, que é indiferente a você. No segundo trajeto, você a chama com carinho para conversar, tenta lembrar do que pode ter a levado àquele estado emocional – o que provavelmente foi o ocorrido traumático que ela foi submetida – e então, buscam uma ajuda juntos.

Estando atento, você vai perceber que andando pelo primeiro caminho, você não estaria dando atenção ao verdadeiro foco do problema, sua namorada. Uma atitude de puro egoísmo, com um pouco de carência, insegurança entre outros maus ingredientes.

Na maioria das vezes, uma pessoa com problema é como alguém que engoliu um osso de galinha. Ela está engasgada e não consegue falar, o outro ao invés de ajudar a puxar o osso, grita, pressiona, apavora até que ela sufoque sem conseguir dizer que apenas precisava de um tapinha nas costas.

 Portanto meu amigo, o manual prático para relacionamentos recomenda não ser egoísta. Olhe para o outro, o observe. Talvez ele mesmo não esteja se enxergando e você precise ser estes olhos. Lembre-se de pensar que o mundo não gira em torno do seu umbigo, mas que você pode ser alguém importante quando enfiar a mão na garganta do seu companheiro e tirar o que está travado ali dentro. E quem sabe o salvando, você não se torne o centro da vida dessa pessoa? Quem nunca desejou ter um clichê desse de amor?

O importante é escolher juntos, como será a caminhada. Mesm o que pareça meio ridículo.

O importante é escolher juntos, como será a caminhada. Mesmo que pareça meio ridículo.

Quando as situações osso-de-galinha aparecerem, não se apavore, não fuja, não tenha medo: escolha o caminho do bem. Nenhum caminho que lhe proporcione sentimentos ruins pode gerar coisas boas no final. Então faça por merecer, resista às tentações se deseja colher bons frutos no decorrer de sua caminhada.  

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Lições de Amor em 10 Clichês – 3ª Lição: Cada Escolha Uma Renúncia

Este texto é o terceiro da série “Lições de Amor em 10 Clichês. Clique Aqui para conhecer.

Você está namorando?! Parabéns! Venceu dois passos muito importantes, encontrar e segurar um candidato. Se está solteiro, não fique triste, não tá fácil para ninguém. Com a putaria “super in” tá difícil até para as putas, que sofrem uma concorrência desleal. Então continue tentando sem esquecer os bons critérios.

Para quem está em um namoro progressivo, daqueles que é possível visualizar um futuro para o casal, pode ser a hora de pensar no próximo passo. Então tome nota de algumas questões importantes e comece a se preparar.

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Recentemente o escritor Fabrício Carpinejar escreveu em seu blog que quando o amor acaba a esperança vira amor. Eu prefiro interpretar esse primeiro amor o qual ele se refere como paixão, porque a paixão é um furacão, intenso e passageiro e quando ela acaba, é possível ver se há amor verdadeiro do tipo que é pura esperança de um futuro promissor para os dois.

O furacão passou e a poeira está baixando. O que sobrou nesse caos que se pode  aproveitar? Respeito? Admiração? Esperança? Nenhuma das alternativas?

O que precisa ficar depois do furacão, é o alicerce para o futuro. É hora de botar a mão na massa e começar a construir o amor. Pois é, o amor é mais pra vinho envelhecido em barril de carvalho, do que para macarrão instantâneo.

Este é o momento de sair no meio da bagunça pegando o que sobrou de bom, para recomeçar de outro jeito, construindo. Ou não. Você tem a opção de largar tudo como ficou e ir construir outra casa em outro lugar, mas que – lembre-se sempre – estará novamente sujeita a furacão.

Se você escolher ficar, será uma nova fase para um sentimento mais brando, mais pé no chão. Você estará escolhendo o amor, e como se diz, a vida é feita de escolhas e cada escolha uma renúncia. Desmembrando os clichês, isso significa que você estará abrindo mão da sua vida de solteiro, das festas, da vagabundagem em geral, da casa da sua mãe, da falta de compromisso, provavelmente de ter alguém para lavar suas roupas e fazer sua comida. “E o que tem de bom nisso?” é uma pergunta que muitos se fazem.

Em contra ponto das suas renúncias, estará provando o prazer de virar gente grande. Eu sei que no passo anterior – paixão, namoro, mundo encantado, cavalo branco, você já tinha aberto mão de muitas coisas, mas agora vai ser bem diferente, seu próximo passo será o casamento, neste caso ele não exige algumas mudanças, exige todas as mudanças.

Casar é unir forças, olhar junto para o futuro, amar todos os dias um pouquinho mais, caminhar junto, ou seja, é preciso ser forte, ter esperança, amar e compartilhar.

Ame.

Acredito que nenhum aprendizado de amor é mais produtivo do que o casamento.   Porque é preciso exercitar a paciência, a perseverança, cultivar as boas atitudes, os pequenos gestos, ajudar o outro a crescer, motivar, dividir os fardos – um pouquinho todos os dias.

A vida pode parecer mais dura à primeira vista, você terá um trabalho constante em busca de crescimento, sintonia, comunhão. Porém será mais satisfatória se você deixar fluir. Com o tempo você verá que para cada adversidade houveram outras tantas compensações como as próprias piadas, segredos, detalhes de expressão do outro, cada sorriso ou olhar do outro que diz muito e só você sabe identificar.

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Como insisto em dizer, as adversidades existem, ambos estão sujeitos a uma mancada. Mas aprendi com dois amigos, os dois lados da moeda: se errou, admita e compense o erro. Acrescendo que, se você tem a chance de compensar, não a desperdice. Se o outro errar com você, procure perdoar e principalmente, entender que se ele desviou do melhor caminho é porque algo não estava alinhado suficiente, e que portanto, necessita ser revisto. Um casamento bem sucedido é a união de dois grandes perdoadores.  

Será preciso perdoar, engolir sapo o tempo todo, mas com amor, isso se tornará razoavelmente simples.

Mas então, que tanto se fala aí desse amor verdadeiro?

Ainda não sei descrevê-lo muito bem, mas posso dizer que é quase um estado de espírito. Você se ama, ama seus pais, seus irmão, amigos, seu cachorro, ama sua mulher, seu marido. Amará seus filhos. E isso verdadeiramente, significa que consegue deixar a vida fluir e curtir destas pessoas o melhor que ela tem a oferecer, extrair delas mais e mais coisas boas (menos do cachorro, que não é pessoa). Com seu marido não será diferente afinal, ele não é só o cara com quem você transa. Seu sentimento por ele se torna mais complexo, profundo e importante com o tempo (pelo menos, esta é a ideia).

Quando olhado bem de perto, o casamento parece difícil, e é mesmo, mas valerá muito a pena se você se esforçar. Não acredite que coisas acontecerão sem esforço, mas tenha coragem! É preciso arriscar, enfiar a cara. Amar é certamente um ato de bravura.

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Não digo todas essas coisas porque sou uma moça puritana-religiosa-pra-casar.
Digo porque vejo pessoas cometendo erros grosseiros o tempo todo. Não estou dizendo para perdoar ou aceitar coisas absurdas, apenas para não desistir com facilidade. Não deixe os valores deturpados de uma sociedade toda errada que aprecia mais a liquidez do que a solidez das relações, orientar suas decisões ou atitudes. Seja humilde para admitir que sabe pouco e está disposto a aprender o “como fazer” de um bom casamento. Pare de se importar com o lado de fora – o que os outros pensam das suas atitudes ou decisões – e passe a olhar para dentro de si e do outro, com seus próprios olhos, sem julgamentos externos. Cuide do lado de dentro da sua casa, só vocês dois sabem o que se passa por lá.

Quantos casais se perdem não por falta de amor, mas por falta de cuidado e de saber como cuidar? Não seja mais um, procure fazer melhor.

Se deseja ser feliz, primeiro aprenda sobre o amor, depois encontre alguém como você, disposto a construí-lo.

Patrícia Bedin

Leia outros textos da Série Lições de Amor em 10 Clichês:

1ª Lição: Os Homens São Todos Iguais

2ªLição: O Combinado Não Sai Caro

Lições de Amor em 10 Clichês – 2ª Lição: O Combinado Não Sai Caro

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Conheça clicando aqui.

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Finalmente hein garoto! Achou “A” pessoa, está apaixonado, feliz, acredita que ela é o amor da sua vida, é a azeitona da sua empada, a tampa da sua panela, o chinelo velho para o seu pé cansado, a metade da laranja, carne e unha, alma gêmea, bate coração.

Até aqui você já tem 2 aprendizados.

Se você riu e concordou com o primeiro parágrafo, parabéns, está aprovado no primeiro aprendizado. Se não, pare de revirar os olhos para minhas colocações clichês porque se existem duas coisas no mundo tão intrinsecamente ligadas são elas o amor e a breguice.

1º – O amor é brega, aceite e curta a oportunidade de expor sua felicidade tocando o foda-se para os preconceitos com foto de casal no Facebook, declarações de amor em público, pagode no rádio, cartinha em baixo do travesseiro, porta retrato escrito “LOVE” com a foto da gatinha na sua cabeceira. Se for muito tímido, tudo bem, esqueça as manifestações públicas, mas não deixe de ter um porta retrato.

Estes pequenos sinais são uma forma de lembrar e mostrar a você mesmo e aos outros, e a todo momento, que seu mundo esta mudando, sua vida será completamente diferente em pouco tempo por conta de alguém especial que agora faz parte da sua vida, e isso é bom e importante. Isso não significa que você precisa se afastar da família ou dos amigos, uma nova pessoa chegou para agregar na sua vida, não para te subtrair do mundo.

2º – A segunda lição, diz respeito a essa crença muito bonitinha porém muito frágil de que o outro é seu encaixe perfeito. Sentir isso é natural, mas acreditar nesta perfeição é uma armadilha. Não existe alguém no mundo que lhe completa. Existe alguém disposto a caminhar ao seu lado, alguém que acredita que você vale a pena, que você será feliz nessa caminhada.

Se esta pessoa por quem você está apaixonado fosse realmente sua alma gêmea, seria só deixar a vida passar e tudo seria um conto de fadas. A verdade é que para haver uma caminha plena e tranquila, é preciso aceitar as diferenças e conciliá-las e você não deve perder tempo, esperando a mágica acontecer, deve iniciar com o namoro, os seus pequenos esforços em nome desse amor.

Como eu já havia dito na semana passada, e volto a repetir, você não é perfeito. Seu parceiro também não.

No começo de uma relação, somos tentados a mostrar somente o melhor de nós e muitas vezes nos excedemos, mostramos o melhor e algo além que podemos ser.

Esse início é como barganhar um produto – eu mostro o melhor do meu, você mostra o melhor do seu e é claro, com tantas qualidade é difícil não fechar o negócio.

Meu amigo, você não faz isso propositalmente ou conscientemente, não se sinta culpado, apenas fique alerta: não caia na armadilha de vender um produto fazendo propaganda enganosa. Por mais que  você realmente deseje com todas as suas forças ser um anjo na vida do seu amor, aquele que vai tornar tudo mais fácil e feliz, não se venda assim, como o passaporte para uma vida cor-de-rosa, isso se tornaria mais um fardo a carregar, sendo que cada um deve carregar o seu próprio.

Repito: sua obrigação num relacionamento sério é de buscar uma caminhada lado a lado de ajuda mútua. Lembre-se de mostrar ao outro que seu produto está com algumas marcas de uso ou pequenos defeitos, mas é plenamente usável. Mostre que você é meio chato para algumas coisas, que tem algumas manias, algumas dificuldades mas que está disposto a negociar estas qualidades para o bem do casal. Viver não é fácil para ninguém, portanto é plenamente normal que existam características tortuosas em cada um. O diferencial está em saber o que é aceitável ou não, o que é mutável ou não.

O namoro é um ensaio para o casamento. É como um contrato não palpável de pequenas regras negociadas e que vai tomando forma aos poucos e se moldando sempre que necessário, para dar corpo e vida a essa união. É a atmosfera que une os dois e que faz os dois respirarem juntos. É a bolha – no bom sentido.

Se você não sabe o que quer da vida e chegou até aqui lendo este texto, você perdeu seu tempo. Agora se você se acha o “tipo para casar”, entenda e aceite bem que estar em um relacionamento sério significa que você imagina um futuro com esta pessoa, que quer o bem dela tanto quanto o seu.

Esqueça todas as bobagens individualistas que você aprendeu até hoje pois é preciso compartilhar. O que funciona na prática é tornar esta pessoa que está ao seu lado a sua maior preciosidade, fazer pela felicidade dela tudo que puder, e aí você será feliz descobrindo mais esta grande lição: você se alegra mais com a felicidade do outro do que com a própria.

Esse é o amor mais verdadeiro, o amor no sentido mais completo da palavra, um sentido que você se tiver sorte, passará a vida descobrindo e aprendendo sobre ele. Então, aprecie cada sutileza que o amor lhe dá.

 Patrícia Bedin