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Futura Escritora Foda

Recentemente, tomei gosto pela leitura e como todos meus inúmeros leitores sabem, este é o motivo pelo qual criei este blog.

Ironicamente, escrever para o blog me fez tomar gosto pela escrita.

Na verdade escrever me deixa feliz a muito tempo, mas infelizmente por influência dos maus bocados passados nos estudos, escrever passou a ser, por muitas vezes, algo penoso e antônimo de opinião própria, visto que as minhas últimas experiências se chamavam monografias – sinônimo de recorrer à opinião dos outros.

Mas na internet, sou realmente livre, escrevo o que quero e você, caro leitor que está lendo isto, também está lendo por que quer, mas por favor, não pare por aqui, é importante o que vou dizer.

Por influência da minha área profissional, antes de criar o 12 Meses de Leitura, pensei seriamente em escrever sobre moda, ideia que foi abandonada rapidamente visto que a expressão blogueira de moda se tornou um tanto pejorativa.

Estando imersa neste mundo de palavras, sinto que talvez, eu devesse realmente largar tudo e virar uma escritora foda. De todas as artes que eu pratiquei nestes poucos 26 anos de vida, que foram muitas, a escrita é aquela que eu mais me sinto livre, capaz e competente para exercer, sinto que é hora de fazer alguma coisa que realmente me complete e passar a ser o Biógrafa de mim mesma, como disse Chér, bem como de outras inúmeras personagens que eu gostaria de criar.

De qualquer forma, enquanto o sucesso não chega, é preciso sobreviver. Assim, me sentindo a Gilda de Mello e Souza  do século XXI, estou escrevendo no Planeta Estilo, sobre moda, estilo e tendências principalmente em acessórios.

Tudo de mais interessante sobre o mundo da moda.

_Ai gente, juro que é bem legal meninas!!!

(Blogueira de Moda)

 

Por Patrícia Bedin

A Imagem Pessoal e o Autoconhecimento

A preocupação com a própria aparência é um assunto que costuma gerar muitas divergências. Uma vez que a moda é o principal elemento para compor a imagem e ao mesmo tempo é vista como fútil, alguns consideram que se gasta muita energia em busca de uma boa imagem e moda, e pouca em busca de conhecimento que é útil.

Particularmente acredito que o cuidado com a imagem é uma das formas de expressão do ser humano. Desde que a indumentária começou a existir, seu principal utilização foi o adorno, a necessidade de se diferenciar dos outros, expressando quem a pessoa é internamente e como ela gosta de ser vista.

No livro que estou lendo, Empreendedorismo na Veia, de Rogério Chér, ele afirma que um dos primeiro passos para empreender, é desenvolver o autoconhecimento, a autocriação, buscando saber o que se almeja para o futuro e assim poder planejá-lo, tornando-se o que Chér chama de ser o biógrafo de si mesmo. Neste caminho de escrever sua própria história, o autor mostra como a imagem e o intelecto estão intrinsecamente ligados.

Ele explica que por milhares de anos a possibilidade de se autocriar, automoldar, era um privilégio das altas castas, e que esta ação estava diretamente ligada à imagem – quanto mais eu me conheço, conheço meus valores e minhas preferências, mais desejo torná-los visíveis, e faço isso através da minha imagem.

Não é a toa que quando vemos pinturas de retratos antigas, as pessoas costumam ser parecidas umas com as outras. Essas pessoas retratadas, geralmente reis e cortesãos, ordenavam que o artista que fizesse alterações na sua imagem para que ficasse mais parecido com o que eles julgavam belo e que geralmente, era o padrão de beleza da época.

Ao mesmo tempo, o pintor, por conta da sua habilidade, também tinha acesso ao autorretrato, ou seja, ao poder de apreciar a alterar a própria imagem. Baseado em argumentos de Greene e Elffers, no livro 48 Leis do Poder, Chér afirma que uma forma ou de outra, é possível afirmar que a autocriação nasceu no meio artístico, e que como um artista, devemos moldar quem somos.

Para explicar a importância da própria imagem no processo de autoconsciência e autocriação, Greene e Elffers usam o pintor espanhol Velázquez, que através do quadro “As Meninas” de 1656, simboliza uma grande mudança na dinâmica do poder, uma vez que ele próprio sai do papel de serviçal do rei e aparece na pintura.

As Meninas, de Diego Velázquez, 1656

Para finalizar, estes autores afirmam como é possível mostrar ou moldar a personalidade, aperfeiçoando a imagem refletida no espelho.

Como Velázquez, você deve exigir de si próprio o poder de determinar a sua posição no quadro e criar a sua própria imagem.
O primeiro passo no processo de autocriação é a autoconsciência – o estar consciente de si mesmo como ator e assumir o controle da sua aparência e das suas emoções.

Com este argumento, é quase impossível contestar a importância da imagem. Mesmo aquele que discorda de sua ligação com o intelecto, precisa se vestir e se portar de forma que os outros entendam que ele pensa assim.

Por Patrícia Bedin