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Samba da Bênção

baden e vinícius

(…) A vida é arte do encontro

embora haja tanto desencontro pela vida (…)”

Trecho de Samba da Benção – Vinícius de Moraes e Baden Powell

Ouça completo aqui ou aqui.

Querido Diário

Duas coisas que gosto muito: diários e Chico Buarque. Eles tem em comum, a beleza em se deixar falar simples e profundo.  Tem coisa mais bonita?

“Trouxe um porrete a mó de me quebrar, mas eu não quebro não, porque sou macio”

Por Patrícia Bedin

Poesia Para a Vida

Já comentei em outra ocasião como foi confuso meu estudo de poesia na escola. Passei anos aprendendo e no final sobraram alguns versos perdidos. Mas claro que alguma coisa sempre se destaca, e Mário Quintana foi um grande destaque para mim. De tudo que li, escrito por ele, este é meu poema preferido.

Indivisíveis

O meu primeiro amor

e eu sentávamos numa pedra

que havia num terreno baldio entre as nossas casas.

Falávamos de coisas bobas, isto é,

que a gente grande achava bobas.

Como qualquer troca de confidências

entre crianças de cinco anos. Crianças…

Parecia que entre um e outro

nem havia ainda separação de sexos,

a não ser o azul imenso dos olhos dela,

olhos que eu não encontrava em ninguém mais,

nem no cachorro e no gato da casa,

que apenas tinham a mesma fidelidade sem compromisso

e a mesma animal – ou celestial – inocência.

Porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu.

Não importava as coisas bobas que disséssemos.

Éramos um desejo de estar perto, tão perto,

que não havia ali apenas duas encantadoras criaturas,

mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra,

enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se,

não sabia que eles levariam procurando

uma coisa assim por toda a sua vida…

Mario Quintana

Quem são os adultos?

Certa vez, quando eu tinha 9 anos, minha mãe disse:

Reza a lenda que quem não leu O Pequeno Príncipe, não teve infância

Então fui correndo ler pra descobrir qual era essa coisa tão importante que o livro carregava, mas o livro era muito grande na época, nunca conseguia passar da página sobre a cobra que engoliu o elefante.

Acabei lendo em 2010, e descobri que é mais um livro para ajudar os adultos a não matarem a criança que existe dentro deles.

Segue, meu trecho preferido:

Por Patrícia Bedin