Paz e Bem, Irmão

bandeira-branca

Eu sempre fui do tipo a afirmar que mudanças são possíveis. Posso ser uma pessoa melhor se eu quiser. Você, velhinho de 80 anos, pode ser maratonista se quiser. Você pessoa amargurada e ranzinza, pode ser feliz se quiser. Mas quem realmente quer?

Na prática, atitudes que permeiam verdadeiras mudanças, demandam um trabalho árduo e diário. É preciso correr atrás. Desde que me  propus a ser uma pessoa melhor, sempre que algo dá errado, a Patrícia do futuro vem, com pena, e diz para a Patrícia do passado:

“_Não, se aflija, você consegue, você errou de novo, mas está errando menos que na semana passada”.

E quando o trem da perseverança começa a descarrilhar ela vem e cola um link para que a Patrícia do passado releia um texto fundamental nestas mudanças, onde diz:

“Quando for entrar em pânico, respire.”

Neste texto que conheço a pouco mais de um mês, diz também para passar um dia sem reclamar. Nesse período, já tentei em torno de 12 dias (a quantidade que eu me lembro de ter contado oficialmente) não reclamar. Fracassei em todos as tentativas. Mas eu tenho a Patrícia do Futuro para me consolar e dizer que amanhã é uma nova oportunidade de eu começar a me tornar uma pessoa menos reclamona, uma vez que o fracasso já me mostrou que realmente o sou.

O que eu ganho com isso

Você sabe o que é paz? Pense. Descreva o que é paz com suas palavras.

Agora pense no quanto a paz é importante para sua vida.

Imagine como sua vida seria se você não retrucasse o mal, se você simplesmente deixasse passar. Aquela ofensa no trânsito, aquela grosseria do colega de trabalho que ficou atravessada na sua garganta. Imagina que louca a hipótese de simplesmente deixá-la passar ao invés de ficar arquitetando como vai dar o troco na primeira oportunidade que você tiver.

Quer tentar?

A Patrícia do Futuro, é aquela que eu quero ser. Pacífica e relaxada, convicta de que maus pensamentos não a levarão a lugar algum.  A Patrícia do Passado, é aquela cheia de maus adjetivos decorrentes da negatividade que a rodeia.

Em busca de Paz, a Patrícia do Presente vive entre as duas. Num duelo sem fim de anjinho e capetinha sentados em seus ombros, como no desenho do pica-pau, ela segue tentando desligar a panela de pressão que existe dentro de si e sentir a paz que vem enquanto o barulho do apito vai se esvaindo. Parece chato, parece coisa de mocinha de novela.

Mas a Patrícia do Presente tem a certeza de que cada um pode pensar o que quiser, ela pensa que a paz é massa. Nada a impede de mudar os planos futuramente, mas é a certeza que a Patrícia do Presente tem, de que pode encontrar a paz, não nas pessoas, não nas coisas, não aceitando Jesus, não em lugares, mas dentro dela mesma. E que a paz, aparentemente, é seu melhor caminho para encontrar a Felicidade.

Patrícia Bedin

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