Arquivo mensal: maio 2013

Lições de Amor em 10 Clichês – 8ª Lição: A Carne é Fraca

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

Quantas vezes erramos e nos arrependemos no momento seguinte? Quantas vezes erramos e levamos tempo para nos arrependermos? Quantas vezes conseguimos pedir desculpas? Quantas vezes conseguimos pedir ajuda em nome das nossas fraquezas?

flores casal

O homem é um ser atormentado constantemente por seus próprios atos, mas nem sempre firme o suficiente para controlá-los, porque a carne é fraca.

Pensamos que sabemos o que queremos, quem somos, para onde vamos, mas no fundo o que mais desejamos é sentir o coração em paz. Teoricamente, algo simples: pratico o bem, penso o bem, atraio o bem, deixo o mal passar e tudo estará resolvido. Entretanto, com quantas tentações criadas por nossa própria mente, sofremos? Raiva, egoísmo, orgulho, mentira, traição, soberba, medo, uma leva de maus sentimentos com o quais precisamos lutar dia a dia.

Entre tantas escolhas na vida, escolher nossos pensamentos seja talvez, a mais importante. Escolher talhar um pensamento ruim e cultivar um pensamento bom é uma escolha que guia nossos atos e nos transforma na pessoa que queremos ser.

Quando escolhemos o caminho ruim, o companheiro se torna a segunda pior vítima dessa bola de neve que é um pensamento destrutivo. Certamente a primeira maior vítima é o pensador, aquele quem cria ideias e fantasias destrutivas sobre si, sobre o seu relacionamento, sobre o mundo.

Estejamos atentos, caros leitores que desejam uma vida de amor: atenção para nossas próprias atitudes e ideias e para o comportamento do outro. Vou delinear um manual bem prático.

Imagine meu jovem, que numa bela noite sua namorada sai de casa para ir à padaria, e no trajeto ela é assaltada. Passado um tempo, ela não sente mais prazer em sair de casa, sobretudo após o por do sol. Está desanimada, triste, mas não fala sobre o que está sentindo.

Logo, você tem dois caminhos a escolher, o bom e o mau. Não se aflija, é fácil distingui-los: em um você vai se sentir melhor quando estiver caminhando, no outro, vai se sentir um monstro quando chegar ao fim. Mas para fazer tal distinção é preciso estar alerta.

No primeiro caminho, você começa imaginar coisas que talvez ela tenha feito, ou que você tenha feito e ela desaprovou, você imagina que ela não o ama mais, que é indiferente a você. No segundo trajeto, você a chama com carinho para conversar, tenta lembrar do que pode ter a levado àquele estado emocional – o que provavelmente foi o ocorrido traumático que ela foi submetida – e então, buscam uma ajuda juntos.

Estando atento, você vai perceber que andando pelo primeiro caminho, você não estaria dando atenção ao verdadeiro foco do problema, sua namorada. Uma atitude de puro egoísmo, com um pouco de carência, insegurança entre outros maus ingredientes.

Na maioria das vezes, uma pessoa com problema é como alguém que engoliu um osso de galinha. Ela está engasgada e não consegue falar, o outro ao invés de ajudar a puxar o osso, grita, pressiona, apavora até que ela sufoque sem conseguir dizer que apenas precisava de um tapinha nas costas.

 Portanto meu amigo, o manual prático para relacionamentos recomenda não ser egoísta. Olhe para o outro, o observe. Talvez ele mesmo não esteja se enxergando e você precise ser estes olhos. Lembre-se de pensar que o mundo não gira em torno do seu umbigo, mas que você pode ser alguém importante quando enfiar a mão na garganta do seu companheiro e tirar o que está travado ali dentro. E quem sabe o salvando, você não se torne o centro da vida dessa pessoa? Quem nunca desejou ter um clichê desse de amor?

O importante é escolher juntos, como será a caminhada. Mesm o que pareça meio ridículo.

O importante é escolher juntos, como será a caminhada. Mesmo que pareça meio ridículo.

Quando as situações osso-de-galinha aparecerem, não se apavore, não fuja, não tenha medo: escolha o caminho do bem. Nenhum caminho que lhe proporcione sentimentos ruins pode gerar coisas boas no final. Então faça por merecer, resista às tentações se deseja colher bons frutos no decorrer de sua caminhada.  

Lições de Amor em 10 Clichês – 7ª Lição: Aprenda Com Quem Sabe

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês” Clique aqui para conhecer

Educação doméstica, educação escolar, círculo de amigos, círculo familiar, formação religiosa, herança genética, meio profissional, classe social, cultura regional, cultura global, meios de comunicação. São inúmeros os fatores que colaboram para a formação da personalidade e que só vão aumentando conforme se acredita em reencarnação, astrologia, horóscopo chinês, orixás, santo protetor, anjo da guarda, etc, etc. No final, o sujeito se torna uma mistura em diferentes proporções, de tudo isso.

alto do prédio

Como disse Raul, “cada um de nós é um universo” e como tal, estamos em expansão – esta é a parte boa.

Muitos desses fatores que nos influenciam não está sob nosso controle, mas chega um momento da vida em que começamos a pensar sobre tudo que sabemos, aprendemos e acreditamos e temos a liberdade de refletir e escolher o que queremos carregar conosco ou deixar para trás. Se você caro leitor ainda não fez isto com mais de vinte anos, sinto dizer, mas você está atrasado!

Depois de grande você pode escolher para onde seu universo vai se expandir e como.

Ao escolher onde buscar influências, estamos escolhendo quem queremos ser, com quem queremos nos parecer. Mesmo que esta ideia pareça boba à primeira impressão, é buscando exemplos que podemos desenvolver o autoconhecimento. É o famoso “quero ser como você quando eu crescer”.

Mas, o que tudo isso tem a ver com as relações pessoais?

Tem a ver, que a vida é curta para cometer todos os erros tentando acertar, é preciso seguir exemplos para aprender.

Dentro de um namoro ou um casamento, sempre que há decisões a serem tomadas, buscamos avaliá-los com a bagagem que carregamos – aquela do primeiro parágrafo. Entretanto nossa bagagem pode ser pequena ou limitada quando se trata do assunto amor. Pode acontecer que a resposta ainda não esteja na nossa mochila. É o momento de pedir ajuda.

A ajuda é a influência que escolhemos ter. É comum em momentos difíceis procurarmos auxílio de amigos ou familiares mais próximos, sem critérios. Nada de errado nisso, geralmente o momento é de desabafo. Contudo, precisamos escolher que conselhos acatar.

Sejamos práticos: é melhor ouvir o conselho do seu amigo tão experiente quanto você ou de alguém mais velho? É melhor ouvir o conselho do amigo que está bem casado ou daquele que troca de namorada todo mês? Ouvir aquele que é feliz ou aquele que é infeliz?

Nem sempre nos atemos a estes “detalhes”. Muitas vezes o amigo inexperiente vai te defender, encher sua bola, jogar no seu time. Mas ele não provavelmente não viveu uma situação parecida para poder te aconselhar com segurança. Melhor buscar ajuda de quem sabe mais.

Se não há bons exemplos próximos a quem você possa pedir socorro, peça ao sempre disponível Google. Ele pode encontrar livros, pesquisas, entrevistas, documentários, artigos.Tudo sobre tudo que se possa imaginar, inclusive sobre o amor. Esqueça o rótulo de autoajuda e se jogue, busque uma orientação pé-no-chão, sem influências externas de pessoas que se doam por você ou pelo outro. Seja objetivo.

Converse com pessoas experientes, daquelas cheias de vida, não daquelas amarguradas. Preste atenção para não ser influenciado por sentimentos pesados que pertençam ao outro e que vem em forma de conselho.

Insisto: escolha as pessoas que dão bons exemplos em suas vidas e vá se aconselhar com elas. As ouça, leia sobre, avalie as melhores maneiras de tomar suas decisões e forme sua opinião. Escolher é a maior dádiva da vida, então escolha bem de onde vem suas influências, se forem mal escolhidas, você pode estar lascado. Lembre-se que papagaio que acompanha João-de-barro, vira ajudante de pedreiro.

Não sei dizer de onde vem este comportamento, mas percebo que a maioria das pessoas se comporta agressivamente diante de conflitos na relação.

Sempre na defensiva ou atacando, quando em situações com outras pessoas da família ou amigos, a reação costuma ser mais pacífica. Medo de se machucar? De perder o “jogo”? Não sei dizer.

Só percebo que se queremos encontrar paz e companheirismo, alguém para aquecer seu pezinho nos dias de frio, para cortar nossa carne quando a dentadura não funcionar mais, é preciso procurar ‘gente que sabe’ para nos ensinar a preencher essa infinita bagagem da vida, que é o amor.