Lições de Amor em 10 Clichês – Lição 4: “Estou Casado com a Minha Mãe”

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

Toda sexta-feira a noite, me sento com um amigo em um bar, e entre caipirinhas e cervejas, filosofamos sobre a vida. Em uma destas discussões tomamos uma teoria para nossas vidas: a diferença entre o amor e a paixão. Talvez nossa conclusão pareça rasa, mas também muito prática: amor é amor, paixão é tesão.

 Bem sei que amor nasce de uma paixão amadurecida, onde foram se encontrando planos, desejos, visões em comum para o futuro. No entanto, o que rege esse período é uma atração muito forte. Aquela vontade de estar o tempo todo juntos e de preferência, na cama. O fato de serem grandes amantes, une o casal acima de tudo. Mas o tesão pode durar meses ou horas e ainda ir embora com uma rapidez tão grande que você é capaz de se perguntar se aquilo mesmo aconteceu. É só com o passar do tempo, para descobrir se o fogo vai apagar de vez, ou se fica aquela brasa, chamada amor.

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O Amor nos permite com maior frequência demonstrações de fragilidade, de necessidade do outro. No começo queremos mostrar somente o nosso melhor, mas depois, queremos mostrar nosso eu verdadeiro, sem forçar a barra, sem máscaras, sem fingimentos, com defeitos. Talvez pareça um pouco assustador no começo, mas é uma experiência extremamente bonita  penetrar a intimidade da pessoa que amamos. Em contrapartida, o mínimo que podemos retribuir por receber este presente, é estar ao lado para ajudar nas dificuldades ali descobertas.

Nessa hora, você perceberá, meu amigo, que nem só de amante vive o homem. A cada momento, a cada vivência, para apoiar o outro precisamos nos transformar. Você não será somente o amante ou o esposo. Passará a ser também o companheiro, o amigo. Às vezes precisará ser até a amiga, daquela que vai junto ao shopping comprar sapatos. Em outros momentos precisará ser irmão ou pai ou mãe – aquele que pega pela mão ou dá colo.

Isso nem sempre é agradável, claro, mas lembre-se que muitas coisas que você considerava como ruins, e seus pais lhe obrigaram a fazer, foram extremamente importantes para seu desenvolvimento. Talvez você e seu amor, devam fazer o mesmo um pelo outro, desempenhar todos os papéis necessários em cada dia dessa caminhada.

Portanto, caso você se ofenda sobre algo que seu parceiro lhe cobra porque pareça com algo que seus pais faziam, lembre-se que como seus pais, ele só quer o seu bem. Ele é sua família agora. E se um ou outro passar a agir somente como você ou ele deseja, sem nenhum esforço em direção ao crescimento de ambos, saiba que vocês deixarão de ser um, e passaram a ser dois, separadamente, pois é como se houvesse indiferença perante a outra vida que lhe acompanha, mesmo essa atitude possa ser vista como uma forma de agradar.

"Vou ensinar você como viver" Barney Stinson

“Vou te ensinar a viver” Barney Stinson

Me lembro de um episódio da série How I Met Your Mother, em que o irmão de Barney, se incomoda com a nova namorada deste, por parecer muito com a mãe de ambos. Depois de todos se incomodarem com as semelhanças que seus parceiros possuem com os pais, Barney Stinson lança simplesmente: “Minha mãe  é uma das melhores pessoas que conheço, então se minha namorada for um pouquinho parecida com ela, já está ótimo”.

Que bom se aprendermos a pensar assim!

Patrícia Bedin

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