Arquivo mensal: abril 2013

Lições de Amor em 10 Clichês – 6ª Lição: Primeira Carta De Paulo Aos Coríntios – Capítulo 13

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

love is all we needFoi no casamento daquela sua tia velha que estava desencalhando que você descobriu: não era só uma música do Renato Russo. E logo seus primos começaram a se casar e você reparou que em toda cerimônia se repetiam as mesmas palavras: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”. Nada é mais clichê do amor, do que a carta de Paulo aos Coríntios. E o motivo é simples, ela diz tudo.

Por mais grandiosas que sejam as coisas que eu faça, os dons ou a fé que eu tenha, se eu não colocar amor em todas elas, de nada me adianta. Ou ainda, se eu entregar tudo que tenho, inclusive a vida, se não fizer com amor, de nada adianta.

“O amor é paciente, é benigno; não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acaba(…)”

I Coríntios 13, 1-8

“Jamais mesmo!!!” – faltou ele dizer. Mas ele disse ainda, que tudo passará, profecias, línguas, ciência, tudo que conhecemos. Só restará o amor, a coisa mais importante. E depois do que li sobre o que esse cara passou, como ele passou e o que ele aprendeu, em Paulo e Estevão, acho bom dar ouvidos a ele.

Claro que Paulo não estava falando apenas do amor romântico. Falava daquele sentimento que nos torna pessoas melhores com todas as outras pessoas, com a vida e que nos dá paz de espírito. Mas, quando sentimos aquilo que chamamos também de amor por outra pessoa, que nos faz querer passar o resto da vida ao lado dela, não queremos tudo isso? Não nos tornarmos uma pessoa legal para que a outra queira estar ao nosso lado, sabendo que vale a pena?

Amar é melhorar a cada dia, por você e pelo outro. É evitar uma briga para não estragar o clima. É perder uma discussão para dormir agarradinho. É comer uma comida que você nem gosta muito para o outro ficar feliz. É abrir mão, é se doar com a certeza de que não será em vão. O amor verdadeiro ama mesmo com defeitos, suporta os espinhos, transborda, se deixa transbordar. Porque no fundo, o que quase todo mundo quer é um chinelo velho para um pé cansado. No fundo, somos muito parecidos com aquele poodle insuportável da sua mãe, que  faz qualquer coisa em troca de um colo, um carinho.

Invejo as pessoas que tem facilidade em amar. Invejo os que se jogam com todas as forças com seu amor puro, sublime, supremo. Essas pessoas são otimistas, estão em busca da felicidade sempre e colocam o amor como prioridade em suas vidas. Observe e vai descobrir que conhece alguém assim, talvez nunca tenha reparado, mas quando perceber, vai ter muito o que aprender com ela. 

Por tudo, o amor não é fácil de se praticar, mas se eu quero, eu vou tentar, treinar, praticar, me esforçar e quando conseguir receber a paz que ele me trás, vou ter aprendido tantas outras coisas! A humildade, a perseverança, a paciência, a bondade, a fé, o perdão. Apenas algumas boas lições que o amor trás no pacote.

Patrícia Bedin

O Que Aprendi Com 12 Meses de Leitura

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Hoje é Dia do Livro e dia do primeiro aniversário do 12 Meses de Leitura. Um ano se passou e que ano! Quantas coisas aconteceram, tantas mudanças dentro e fora de mim.  Estou aqui para comemorar afinal, os livros foram grande parte das mudanças boas. Apesar de não ter lido tantos quando gostaria, cada um teve sua importância e principalmente, falar sobre eles aqui no Blog me fez despertar também para a escrita, coisa que hoje me realiza como nunca antes na história desta vida.

Comecei o primeiro livro, o Visagismo Integrado, no dia 19 de fevereiro de 2012. Era domingo de carnaval e fui ao shopping almoçar. Havia proposto a mim mesma, ler pelo menos um livro por mês, daqueles que eu tenho a muito tempo, mas acabei comprando outros já que eu estava por ali. Foi assim que comecei. Logo, esta parte do acordo eu não cumpri. Dos livros que eu já tinha, somente um eu li por completo, o Empreendedorismo na Veia. Valeu tanto a pena que acabei dando para uma pessoa que certamente vai aproveitar mais do que eu, alguém mais empreendedor. Mas continuo carregando os outros comigo, uma hora eles devem se encaixar com o momento da minha vida.

No total foram 15, pouco mais do que a média proposta. Apesar de ser menos do que eu almejava, já estou bem feliz com o resultado. Dentre eles o que mais me marcou foi o Ensaio sobre a Cegueira. Se quiser entender porque é só ler o texto.

O que devo ler?

Esta foi uma das coisas que aprendi. É muito importante escolher um livro compatível com o momento pessoal, às vezes uma simples distração, uma lição de moral ou um pouco de fantasia é o que precisamos. Em outros momentos podemos precisar de orientação, de instrução, de conhecimento palpável.

Se fizermos uma boa escolha, podemos encontrar muitas respostas, no caso contrário, nos perdermos um pouco mais. Hoje só acredito que seja realmente seguro ler “qualquer coisa” se estiver com o coração muito tranquilo. Esta pode ser uma visão muito pessoal, mas uma das coisas que aprendi neste ano, é que sou uma pessoa altamente influenciável por energias ruins, então, sempre vou procurar fugir delas.

Pessoas que leem podem ser mais inteligentes

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Algumas pessoas me procuram para se aconselhar, para que exponha minha opinião sobre qualquer assunto, para emprestar livros. Elas me acham inteligente porque sabem que tenho o hábito de ler. Claro que esta mudança me felicita, mas entendi que quanto mais eu leio, mais percebo que sei muito pouco.

Acredito que só a iniciativa de ler um livro, seja qual for o fim – aprender a técnica, para o autoaperfeiçoamento, ou mesmo para a melhora de sua ortografia – é a vida se mostrando em movimento, mostrando que sempre é possível melhorar. Desta forma, a leitura exercitando o cérebro, releva ao leitor sua capacidade de usar a inteligência.

Mas por outro lado, neste ano, me deparei com muitas pessoas se apoiando na máxima de que “pessoas que leem são mais inteligentes” para justificar sua imposição de ideias, sua verdade absoluta, sua arrogância com pessoas menos instruídas, e conclui que ler pode tornar alguém detentor de maior quantidade de informações, mas não dá sabedoria instantânea.

Li recentemente no blog Sobre a Vida, um texto da Juliana Baron Pinheiro onde ela fala sobre pessoas que se gabam de ler tanto que leem até rótulo de xampu. Ela conclui dizendo: “Adquirir o hábito da leitura é uma dádiva, mas não filtrar e escolher aquilo que você lê é perda de propósito”. Concordo plenamente. Acho qu ler sem conseguir extrair algo de bom daquilo é muito triste.

Sei que nem todos querem ser sábios, mas para mim não há sentido em ser inteligente, em deter conhecimento, se não consigo usá-lo para me sentir melhor, viver melhor, compartilhar e ajudar outras pessoas.

Certa vez estava eu na livraria, quando vejo a filha de uns 12 anos dizer ao pai que queria comprar “O Hobbit” e ele responde: “que horror, que livro é esse? Tem que ler esse aqui ó, esse que é bom, eu já li” enquanto apontava para “A Cabana”. Nada contra a Cabana – inclusive está na lista daqueles que vou ler um dia – mas deixar a filha escolher seus próprios livros seria uma atitude mais sábia do que impor sua opinião.

Entretanto na via oposta, só descobri que algumas pessoas cultivam a leitura por elas terem me procurado. Sabendo do meu projeto ou vendo livros espalhados pelo quarto, vieram me contar das coisas que leram, o que aprenderam, o que sentiram, o que gostam de ler e finalmente, encontraram um ouvido que as ouvisse, alguém para compartilhar. Pessoas que descobriram ou estão descobrindo o quanto a leitura pode ser uma boa companheira, sem julgamentos, sem pré-disposições… Poucas coisas são mais gratificantes que presenciar isto.

Livros de autoajuda podem ajudar pessoas

Em alguns grupinhos de pessoas que leem, há também muita discriminação como nos grupos de estilos musicais. Os roqueiros que odeiam os pagodeiros, que odeiam os sertanejos que odeiam os funkeiros… Nos livros isto também acontece, apesar de eu acreditar que não deveria. Mas existe um deles que é o mais prejudicado. O livro de autoajuda que é tido como “livro para gente fraca que não sabe o que fazer com a própria vida”. Então eu pergunto: quem sabe?

Perante a sociedade é feio assumir as dificuldade pelas quais passamos, é melhor fingir ser bom do que revelar as fraquezas. Pessoas que buscam um livro desta categoria, estão apenas tentando achar um rumo, viverem mais feliz. Há algo de errado nisto?

Temos coisas a aprender com pessoas que não leem

As coisas belas da vida não estão só nos livros. Existem outros veículos. Muitas vezes, a nossa observação é capaz de captar e processar coisas incríveis vinda de onde pouco esperávamos.

E tem gente que vive assim. Sem ler ou assistir jornais, tevê, sem seguir o G1 no twitter, sem ver um filme Cult, sem ir ao cinema, sem ler livros. Mas independente desta falta de interesse delas por informação ou instrução, muitas conseguem nos dar exemplo, através das atitudes, de como aproveitar as coisas simples e boas que a vida oferece. Só com o amor que exalam, conseguem influenciar nossas ações e mostrar que existem visões diferentes para tudo. Encontrei e tive a sorte de conviver neste último ano, com muitas pessoas que levam a vida assim. O que sinto e aprendo observando essas pessoas é algo como:

“Se quer fazer faça, se quer amar ame, se quer mudar mude, você é livre e pode tudo, contanto que não prejudique ninguém.”

 Porque feliz aquele que não precisa de livros para descobrir tais ensinamentos.

Deixar a vida fluir

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Mesmo que a vida seja feita de mudanças constantes, acredito que coisas boas podem ficar, isto é uma escolha. Escolhi que os livros devem ficar e se por acaso eu estiver lendo menos do que gostaria, que eu esteja usando este tempo para escrever.

Quando estou triste eles me distraem, quando estou ansiosa me dão respostas, quando sinto dor me dão consolo, quando estou feliz, felicitam-se comigo. Estes pequenos amontoados de papéis são ótima companhia e sou feliz por tê-los.

Por fim, aos leitores do que escrevo, só tenho a agradecer. Aos que passaram por aqui, muitas ou poucas vezes, palpitaram, divulgaram.  Apesar de poucos, cada reconhecimento é um estimulo a seguir em frente portanto, continuarei lendo e escrevendo pois tenho muito a aprender para compartilhar.

Obrigada!

Patrícia Bedin

Paulo e Estevão

Francisco Cândido Xavier, Pelo Espírito Emmanuel. FEB, 1941.

Paulo e Estêvão

Saulo de Tarso, homem judeu que aos vinte e poucos anos se tornara um dos doutores da lei Mosaica no templo de Jerusalém, tem sua vida transformada após passar por ela, Estêvão.

Este também judeu, criado em Corinto, viu seu pai ser assassinado por soldados romanos enquanto a irmã Abigail, fugia. Ezequiel, como era seu antigo nome, ainda jovem e saudável, foi escravizado. E apesar de tantos infortúnios na breve vida, se tornou exemplo de fé e amor  consolidado sobretudo, após ser apresentado ao Evangelho, pelos irmãos da Casa do Caminho – como era conhecida a Igreja Cristã, logo após a vinda de Jesus.

Transtornado com a postura de Estêvão e seu comportamento transformador, Saulo de Tarso inicia uma perseguição aos cristãos. E no auge de sua ira, Jesus o encontra para perguntar:

“Saulo, Saulo… Por que me persegues?”

Saulo inicia então, o processo de conversão ao cristianismo que o fez ser conhecido por 2000 mil anos como o homem que levou a verdade de Jesus para muitas gentes.

 Impressões

As dificuldades enfrentadas pelos apóstolos e todos os irmãos do caminho, no início do Cristianismo, torna esta história muito, muito bonita. Preconceitos, sofrimentos, superações, processos que todos um dia iremos passar para que nos transformemos em pessoas melhores, são retratados muito intimamente na pessoa de Paulo.

É o aquele enredo que você lê e pensa “se ele foi forte para superar isso tudo, eu também posso ser”. Uma história para ser tomada como exemplo de força e perseverança.

Para os que costumam ler a Bíblia, tudo fica mais interessante pois o livro contextualiza os momentos em que Paulo escreve suas epístolas, facilitando o entendimento do conteudo destas.

Seiscentas páginas, o livro mais longo que eu já li. Apesar de algumas partes terem caminhado a passos lentos, não pensei em desistir em nenhum momento, porque na verdade, foi uma leitura muito aconchegante e pertinente.

Apesar do estilo certinho do nosso amigo Emmanuel contar a história, o texto é cheio de palavras difíceis o que fez eu me sentir mais inteligente.  Emmanuel é o espírito que ditou este livro para Chico Xavier. Acreditando ou não, muitos fatos são os mesmos retratados em outras biografias do apóstolo Paulo.

Dois trechos me marcaram fortemente. O primeiro diz respeito às mudanças profundas ocorridas na vida de Saulo de Tarso após sua conversão.

O rabino que voltou a ser um simples tecelão – profissão ensinada pelo pai, mas até então nunca praticada – aprendeu a viver do seu trabalho, humildemente. Trabalho e humildade dignificam. 

No segundo momento Paulo conclui que existem quatro coisas básicas para viver, onde encontraremos a paz de espírito. Lição esta a ser levada, para uma existência inteira. São elas:

Amor, Trabalho, Esperança e Perdão.

Guia Politicamente Incorreto da Filosofia

LUIZ FELIPE PONDÉ, 2012

Guia Politicamente Incorreto da Filosofia

Um livro de comentários bombásticos feitos para causar e vender livros. O autor usa a pensamentos de grandes filósofos para analisar situações muito comuns na sociedade atual,  que ocorrem por conta do “politicamente correto”.

A praga PC como o autor gosta de chamar, é na sua visão, a nova hipocrisia social, a hipocrisia dos bem resolvidos, que usam o politicamente correto como desculpa para seus defeitos, a falta de virtudes, valores, enfim, para se livrarem da culpa. Tudo é culpa da sociedade, nunca do indivíduo.

Ele cita em alguns momentos, como é hipócrita da sociedade, defender os animais ou dizer que tudo é machismo, entre outras afirmações, sendo que, as alegações para a defesa, são frutos da seleção natural. Por exemplo, é natural que a mulher queira ter um homem ao lado para protegê-la, uma vez que nos milhares de anos em que o ser humano passou coletando alimentos  por aí, ela dependia do macho para sobreviver. Assim como, foi matando animais, que o homem sobreviveu a eles.

Fatos que fazem todo o sentido. Imagine se na pré-história o homem pensasse “olha que leãozinho bonitinho, não vou matar ele não porque isso não é legal”. Certamente, não teríamos sobrevivendo à seleção natural. Mas por outro lado, estamos bem mais evoluidos não é?

Acredito realmente que o o plano “homem provê, mulher cuida da casa” seria ótimo se grande parte dos homens não tivessem se utilizado dessa “vantagem” para manipular e humilhar suas mulheres por milhares de anos e, Agora, que as mulheres têm a possibilidade de não mais se sujeitarem a este tipo de tratamento desrespeitoso, vão deixar de fazê-lo porque “as líderes do feminismo em sua grande maioria são feias e mal amadas e por isso querem um mundo feio e infeliz para se sentir mais em casa”? Que colocação mais infeliz deste senhor.

Impressões

Para aqueles que acham que ser politicamente incorreto é fazer piada sobre gays e negros, Pondé manda um recado “isto é apenas falta de educação doméstica”.

Em alguns trechos Pondé parece ser somente um cara babaca mas na maioria, você vai perceber que ele é também muito machista e preconceituoso.

Lições de Amor em 10 Clichês – Lição 4: “Estou Casado com a Minha Mãe”

*Este texto é parte da série “Lições de Amor em 10 Clichês”. Clique aqui para conhecer.

Toda sexta-feira a noite, me sento com um amigo em um bar, e entre caipirinhas e cervejas, filosofamos sobre a vida. Em uma destas discussões tomamos uma teoria para nossas vidas: a diferença entre o amor e a paixão. Talvez nossa conclusão pareça rasa, mas também muito prática: amor é amor, paixão é tesão.

 Bem sei que amor nasce de uma paixão amadurecida, onde foram se encontrando planos, desejos, visões em comum para o futuro. No entanto, o que rege esse período é uma atração muito forte. Aquela vontade de estar o tempo todo juntos e de preferência, na cama. O fato de serem grandes amantes, une o casal acima de tudo. Mas o tesão pode durar meses ou horas e ainda ir embora com uma rapidez tão grande que você é capaz de se perguntar se aquilo mesmo aconteceu. É só com o passar do tempo, para descobrir se o fogo vai apagar de vez, ou se fica aquela brasa, chamada amor.

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O Amor nos permite com maior frequência demonstrações de fragilidade, de necessidade do outro. No começo queremos mostrar somente o nosso melhor, mas depois, queremos mostrar nosso eu verdadeiro, sem forçar a barra, sem máscaras, sem fingimentos, com defeitos. Talvez pareça um pouco assustador no começo, mas é uma experiência extremamente bonita  penetrar a intimidade da pessoa que amamos. Em contrapartida, o mínimo que podemos retribuir por receber este presente, é estar ao lado para ajudar nas dificuldades ali descobertas.

Nessa hora, você perceberá, meu amigo, que nem só de amante vive o homem. A cada momento, a cada vivência, para apoiar o outro precisamos nos transformar. Você não será somente o amante ou o esposo. Passará a ser também o companheiro, o amigo. Às vezes precisará ser até a amiga, daquela que vai junto ao shopping comprar sapatos. Em outros momentos precisará ser irmão ou pai ou mãe – aquele que pega pela mão ou dá colo.

Isso nem sempre é agradável, claro, mas lembre-se que muitas coisas que você considerava como ruins, e seus pais lhe obrigaram a fazer, foram extremamente importantes para seu desenvolvimento. Talvez você e seu amor, devam fazer o mesmo um pelo outro, desempenhar todos os papéis necessários em cada dia dessa caminhada.

Portanto, caso você se ofenda sobre algo que seu parceiro lhe cobra porque pareça com algo que seus pais faziam, lembre-se que como seus pais, ele só quer o seu bem. Ele é sua família agora. E se um ou outro passar a agir somente como você ou ele deseja, sem nenhum esforço em direção ao crescimento de ambos, saiba que vocês deixarão de ser um, e passaram a ser dois, separadamente, pois é como se houvesse indiferença perante a outra vida que lhe acompanha, mesmo essa atitude possa ser vista como uma forma de agradar.

"Vou ensinar você como viver" Barney Stinson

“Vou te ensinar a viver” Barney Stinson

Me lembro de um episódio da série How I Met Your Mother, em que o irmão de Barney, se incomoda com a nova namorada deste, por parecer muito com a mãe de ambos. Depois de todos se incomodarem com as semelhanças que seus parceiros possuem com os pais, Barney Stinson lança simplesmente: “Minha mãe  é uma das melhores pessoas que conheço, então se minha namorada for um pouquinho parecida com ela, já está ótimo”.

Que bom se aprendermos a pensar assim!

Patrícia Bedin

Conversando Com Os Espíritos

JAMES VAN PRAAGH, Editora Sextante, 2005.

Conversando com os espíritos

Um amigo me emprestou este livro com ótimas recomendações de que eu iria adorá-lo e precisava ler. Não estava muito segura se queria fazê-lo por que não quero sair por aí conversando com os espíritos. Mas como ultimamente eu ando um pouco Jim Carrey em ‘Sim Senhor‘, aceitei.

Hoje acordei cedo para dar uma olhada na pilha de livros que estava ao lado da minha cabeceira e este era o primeiro. Como resultado, terminei a leitura em umas 5 horas.

Nesta pequena obra de 110 páginas dividida em 3 partes, o autor consegue transmitir muita informação sobre a mediunidade com clareza. Na primeira ele conta como descobriu seu dom, na segunda descreve algumas sessões que teve com pessoas que buscaram comunicação com seus entes desencarnados, na terceira enfim, fala sobre como falar com os espíritos, o que não é muito a minha praia por enquanto, mas para os que se interessarem ensina algumas formas de fazer contato.

A segunda parte, das sessões, foi a que achei mais interessante e confortadora. Contando casos de mortes trágicas como acidentes de carr, assassinato, suicídio, Praagh ensina como lidar com esses momentos além de mostrar os laços de afeto que unem as famílias, como os desencarnados estão cuidando dos que ficaram e como estão vivendo no plano espiritual. Entre uma história e outra, ele fala sobre como amar e viver o amor incondicional, como viver bem, como usar e controlar nossas emoções.

Apesar de eu sentir uma leve desconfiança por causa do jeito como o médium pratica seu dom, é possível aprender muitas coisas bonitas independentes disto.

Impressões

 A linguagem é muito clara a leitura bem agradável.

Enquanto lia, senti minhas emoções transbordarem.

O autor é também produtor da série Ghost Whisperer, provavelmente é um fator que tira um pouco sua credibilidade diante da mídia, segundo o Google. A revista Veja o chama de médium showman.

James Van Praagh nasceu no mesmo dia que eu, no mesmo ano que meu pai – ninguém poderia dormir sem saber.

Algo que me marcou bastante e me motiva a mudar:

“O medo é uma ilusão e também o principal empecilho ao crescimento do indivíduo. O medo prende as pessoas aos seus conflitos interiores, tolhendo a liberdade. Viver com medo opõe-se a viver com amor (…)”