Lições de Amor em 10 Clichês: 1ª Lição: Os Homens São Todos Iguais

Segundo a Wikipédia, clichê é um palavra da língua francesa que dá nome a matrizes metálicas usadas na tipografia, matrizes estas que uma vez construídas, podem ser repetidas inúmeras vezes. Por esta característica, a palavra passou a ser usada em outros contextos para situações que de tanto se repetirem, se tornam banais.

Há nesta definição porém,  algo pouco coerente se vista por outro ângulo. Seria mesmo o clichê algo banal se é tão recorrente?

Provérbios, ditos populares, chavões, são muito incômodos quando aplicados no cinema, na literatura – pelo menos são as maiores reclamações que o Google encontra sobre o termo – mas acredito que deveria ser visto de outra forma na vida real.

Se os clichês estão nesta condição de lugar comum e que vem se repetindo, não seria considerável imaginarmos que ele continuará a se repetir como uma tendência e portanto, podemos usá-lo para nos ajudar a tomar decisões com menor probabilidade de erros? O que será que podemos aprender com eles?

Percebi que muitas pessoas ao aconselhar as outras sobre as coisas da vida, usam frases clichês como “Ah, isso é coisa da vida!” por não saberem muito bem como se expressarem. Mas, quem já pensou no significado de citação tão corriqueira como tal? Que coisas da vida são estas?

No fim das contas, os clichês fazem todo sentido. Então decidi organizar alguns na tentativa de ajudar quem está aí nessa vida cheia de coisas querendo e oferecendo amor.

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1ª Lição: Os Homens são todos iguais

Nada mais clichês do que mulheres dizendo que os homens são todos iguais. Coisa esta que os homens também dizem sobre as mulheres. Então por que todos escolhem tanto? Realmente não sei. E se pudesse aconselhar os solteiros eu diria: pare de procurar.

Pare de escolher, porque a verdade é que você não sabe o que está procurando.

Na primeira vez que você o encontra o gatinho é lindo, sorridente, dança bem, é bom de papo, não é a toa que você caiu. No dia seguinte, à luz do sol e da sobriedade, você já é capaz de encontrar pequenos defeitos de toda a espécie, o que costuma acontecer por insegurança, por medo de encarar uma relação ou porque ele não é exatamente o que você acha que procura em um parceiro.

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Este é você procurando a pessoa certa.

Muitas vezes por não saber o que procurar, o sujeito cria uma rigorosa lista de critérios tolos que mais parecem a instruções de um pedido no restaurante, para tapar o vazio de estar sozinho e dizer que ainda não encontrou a pessoa certa, enquanto no fundo tudo que queria é alguém para abraçar e entrelaçar as pernas sob o cobertor enquanto assisti um filme repetido num dia frio e chuvoso de inverno.

“Quero que tenha a bunda grande e o peito pequeno” – “gosto de mulher de bunda grande e peito grande também, mas não muito” – “quero moreno de cabelo liso e ombro largo” “quero branco, de cabelo encaracolado mas não muito, nem muito grosso (o cabelo) e mal passado”. Eu costumava dizer que gostaria de arrumar um namorado com mais de 1,80m, parece simples, mas nunca aconteceu. Toda via, encontrei pessoas maravilhosas neste pequeno desvio de objetivo, ao mesmo tempo que percebi qualidades e valores importantes a serem observados.

Hoje, para expressar minha opinião do que seria a “pessoa certa” eu diria apenas que ela deve ser tolerante e flexível. Para dizer algo mais “radical” eu diria que ela precisa apreciar as diferenças, seja de gênero – que considero uma das principais- de personalidade, de temperamento, de gosto musical, de gosto por comida, por filmes, por roupas, entre tantas, tantas outras e receber as diferenças com alegria. Mas isso eu sei que é algo além.

Entretanto, mais importante do que no outro, é importante olhar para si. Coloque a mão na consciência e reflita:

Será que EU tenho as qualidades certas para ser um bom companheiro?

Será que eu estou contaminado com as ideias erradas de amor que tenho aprendido pelo facebook?

Será que sou capaz de me entregar totalmente a uma pessoa que é diferente de mim sem ter o impulso de querer mudá-la?

Quais as características nesta pessoa que me incomodam mas que sou capaz de tolerar?

Será que tenho coragem suficiente para amar?

Coloque tudo numa balança e decida se quer seguir em frente, sem vergonha de aceitar, caso seja sua conclusão, de que você ainda está despreparado para enfrentar uma vida a dois.

Amar não é para os fracos. Amar é  aceitar os defeitos. Amar o que é perfeito seria fácil, mas o verdadeiro exercício do amor é olhar para as dificuldades e aceitá-las ou mesmo amá-las. Acredite, é possível.

Eu sei meus amigos, parece um caminho difícil, mas caso você seja do tipo que quer encontrar alguém pra passar o resto da vida, encare os fatos para ser feliz: o outro será sempre tão humano imperfeito quando você e o pior, também está de olho nos seus deslizes. Então mostre para ele que você está disposto a encarar esta guerra santa.

Deixe-se levar pelo calor dos primeiros momentos, dias, até anos e se quiser prosseguir com ele por uma longa estrada saiba transformar a paixão em amor.

Apenas escolha alguém legal e escolha ser feliz.

Patrícia Bedin

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10 ideias sobre “Lições de Amor em 10 Clichês: 1ª Lição: Os Homens São Todos Iguais

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  2. Júlia Nunes Cordeiro

    Poooxa nao sabia q tinha inclinaçao pra escrever, arrasou
    lá vai a parte que mais me identifiquei:
    “medo de encarar uma relação ou porque ele não é exatamente o que você acha que procura em um parceiro.”
    estou passando por isso… pessoas legais mas que faltam aquela ‘alguma coisa’
    as vezes nao eh medo… apenas uma fase mais livre, solta, com outros olhares e objetivos.
    pelo menos é nisso que acredito hj, rs.

    Beijo grande, me deixou reflexiva!

    Resposta
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