Arquivo mensal: novembro 2012

DIVAS ABANDONADAS – Os amores e os sofrimentos das 7 maiores divas do século XX

TETÉ RIBEIRO, Jabuticaba, 2007.

Este ano me tornei uma grande fã do programa Saia Justa, do canal GNT. Além de boas e divertidas discussões que assisti, é interessante conhecer o lado crítico dos atores ou jornalistas que geralmente só vemos atuando ou sendo imparciais. Mas dentre os envolvidos, está Teté Ribeiro e passei um bom tempo me perguntando: afinal, quem é essa mulher que nunca apareceu na Globo? Teté Ribeiro é uma jornalista e escritora com estilo de se vestir, se portar e escolher as palavras muito peculiar, e que admiro. A segunda maior incidência de pesquisas com seu nome no Google é “Teté Ribeiro idade”, tão bonita, espontânea e sincera, parece uma criança no corpo de adulto.

Como a curiosidade não foi só minha a maior busca por seu nome é “Teté Ribeiro Wikipédia”, ou seja, todos querem saber quem é ela. Sem site, sem blog e sem twitter, para conhecer melhor a Teté, procurei um de seus livros: Divas Abandonadas.

Lady Di, a atriz Ingrid Bergman, a ex-primeira dama americana Jackie O., a poeta Sylvia Plath, a cantora lírica Maria Callas, a cantora Tina Turner e a atriz Marilyn Monroe.

Suas histórias tristes, são recheadas de traições, violência, preconceitos, tentativas de suicídio e são de alguma forma, comoventes.

Diana e o príncipe Charles no dia do casamento

Lady Di , foi pedida em casamento pelo Príncipe Charles aparentemente por conveniência pois ela atendia melhor às exigências da família real. No entanto, Charles manteve desde então o relacionamento que tinha com Camila Parker-Bowles, com quem é casado atualmente.

A história de Jackie O. é um tanto parecida. Moça jovem, não muito bonita, pedida em casamento pelo lindo, rico e jovem senador, John F. Kennedy, que estava encantado por ela, apesar da moça não ser deslumbrante e loira, como era a preferência do rapaz.

Por fim, apesar de ter se tornado um simbolo de sofisticação, sofreu com as traições do marido durante todo o casamento.  Provável motivo de posteriormente ter se casado com o milionário grego, Aristóteles Onassis, do qual torrou aproximadamente 50 milhões de dólares durante os sete anos em que estiveram casados. É atribuído a ela o ditado “a primeira vez que você se casa é por amor, a segunda por dinheiro, a terceira por companhia”.

É fácil perceber que a companhia não era o forte no casamento entre ela e Onassis, um vez que dos 4 meses de internação que antecederam a morte do marido, Jackie fez vigília durante 3, mas no quarto desistiu, e foi esquiar com os filhos, enquanto quem realmente sofria com a doença do homem, era sua amante, Maria Callas, que foi ajudada pela irmã de Onassis para que pudesse ir ao hospital e se despedir do amor de sua vida.

Maria Callas deixou seu marido, um ex-gay, para viver um romance com Aristóteles Onassis que durou aproximadamente 15 anos. Aceitou suas amantes, o casamento com Jackie, o aborto que ele pediu, alegando que perdera o interesse sexual em sua primeira mulher após ela ter engravidado.

Maria Callas e Marylin Monroe no aniversário do presidente Kennedy

Tinha um ego tão grande, que ficou extremamente ofendida ao se apresentar no aniversário do presidente americano J. Kennedy, tendo sido, ela e as outras atrações, ofuscadas por Marylin Monroe, que cantou o ‘parabéns’ mais famoso da história (ofuscou tanto que eu nunca soube que houveram outras apresentações naquele dia).

Tudo, provavelmente, pelo fato da cantora estar dopada e atrasada, e com os recentes boatos de ser a nova amante do presidente – fato que levou  Jacqueline a não comparecer ao evento.

Marilyn Monroe, é a única dessas histórias que me fez sentir alguma pena. Primeiro porque ela fez eletrólise no frente do cabelo para a testa ficar maior, depois porque era filha de uma mulher que gostava tanto de sexo e era extremamente liberal para a década de 20, que Marilyn nunca soube qual dos cinco homens que mantinha relação com sua mãe na época, era seu verdadeiro pai.

Acabou algumas vezes se prostituindo em troca de dinheiro e comida, e achava isso normal. Estava tão preocupada em agradar os homens, que nunca conseguiu manter um relacionamento saudável com nenhum deles. Faleceu na noite em que havia se acertado com o ex-marido devoto, dispostos a passarem o resto da vida juntos.

Peço desculpa pela confusão, mas me admira como de alguma forma, a vida destas mulheres estavam interligadas.

Menos a de Tina Turner, descendente de negros e índios, estava completamente distante.

Tina se se fingindo de feliz ao lado de Ike

Para mim, Tina  foi incomparavelmente, de todas estas histórias, a que mais – e realmente – sofreu. Casou-se muito cedo com um monstro que a espancava e estuprava sempre que estava irritado e passou toda sua juventude fugindo dele. Quando se livrou do ex-marido, partiu para a carreira solo na qual lançou 15 álbuns. O de maior sucesso foi Private Dancer, em 1985, vendendo 14 milhões de cópias. Tina tinha 46 anos e na época, recebeu o título de Rainha do Rock.

Impressões

Minha primeira impressão foi péssima por conta da capa do livro, péssima, sem nenhum glamour ou dramaticidade. Não adianta, sempre comprarei pela capa. Fui pra casa decepcionada neste dia, mas voltei no dia seguinte, determinada a comprar, afinal, queria saber o que de bom haveria ali. Mas ainda prefiro uma capa mais elegante, digna de não apenas uma, mas de sete divas.

Ela não me decepcionou, também não me surpreendeu. Conclui que havia muito conteúdo a ser colocado em poucas páginas deixando pouco espaço para seus comentários hilários, práticos e pontuais – espero que eu esteja correta. De qualquer forma, rola uma identificação e continuo admirando-a.

Assistindo o Saia Justa esta semana ela profere a máxima “não acho ruim banalizar o sexo, se o mundo fosse um tremendo baile funk, tava todo mundo mais feliz (…)”. Não dá pra não gostar dela.

Já a próxima colocação não é uma impressão, é uma afirmação: as pessoas das altasrodas possuem costumes estranhos desde sempre. Anorexia e bulimia é só o começo para elas. A coisa vai mesmo de eletrólise para aumentar a testa e fazer a chuca como tratamento de beleza. Apesar de bizarro é bem interessante saber destes detalhes, inclusive para lembrar sempre, que  as famosidades são pessoas com algum grau de normalidade e maluquice, como todo mundo.

Mesmo sendo uma leitura cansativa, pela quantidade de informações, é muito interessante imaginar como foi para essas mulheres, encarar uma sociedade que ainda hoje julga e condena, lá nos anos 50. Casar-se várias vezes, aceitar as amantes do marido, ter vários amantes, namorados, amores, eram decisões com preços caros demais, era preciso muita coragem para encarar.

A mulher sem voz alguma, ao contrário de como é atualmente, tomando decisões para sua vida, e sofrendo as consequências calada. Coisas que não imaginamos quando as vemos lindas e deslumbrantes nas fotos por aí. É disso que o livro trata.

Por outro lado, vejo que algumas cairam nesta situação pela ingenuidade ou por amor cego, que não queriam ver os sinais do IVDM – Índice Vai Dar Merda – batendo lá no alto. Em muitos momentos da leitura minha a sensação foi de “Bem feito! Quem mandou ser burra”. Por isso, minha falta de compaixão com a maioria, principalmente com Jackie, mas acho que é pessoal neste caso.

Por fim, de todas, a história que mais me ‘pegou’, foi a da cantora Maria Callas. Talvez  a imaginasse numa ópera o tempo todo, por isso a dramaticidade era maior.

Simplificando a conclusão: vale a pena.

Veja no próximo post, uma galeria de fotos relacionadas ao livro.

DIVAS ABANDONADAS – Galeria de Fotos

Veja as fotos relacionadas ao livro DIVAS ABANDONADAS – Os amores e os Sofrimentos das Sete Maiores Divas do Século XX

Sobre Compras e a Vida

Tem coisas que a gente passa a vida toda fazendo errado e nunca aprende. Compra é delas. Gastar dinheiro a toa, comprar coisa que não precisa ou que não usa. Esses dias fiz umas compras rápidas e tive uma experiência dessas, resolvi compartilhar para outros não cometerem erros parecidos. Leia no Link a seguir:

10 DICAS PARA ESCOLHER A MAQUIAGEM ADEQUADA: Uma Experiência de Vida